Até eu te possuir.

12.8.17


Voltei meu povo! (Ou seria Pandas? Ou seria Pandawans?). Trouxe para vocês uma resenha de um livro maravilhoso! Preparados? Então vamos!

Até eu te possuir.



O livro conta a história de Johanna Dorne, uma mulher na casa dos quarenta que trabalha em uma biblioteca e ganha o suficiente para sobreviver. Os livros e o vinho são o seu refúgio, os únicos prazeres que ela tem. Ela também não é muito sociável porque acredita que possui um tipo de maldição (então melhor tomar cuidado ao relacionar-se com ela!).

Todas as pessoas que Johanna amou, sofreram “acidentes” que causaram suas mortes (alguns acidentes nem tão acidentais, se me permitem dizer), isso inclui familiares, amigos e namorados.

Foi exatamente aos treze anos de idade que a vida perfeita que levava começou a desmoronar. Sua mãe não acreditou no quase abuso que ocorreu com Johanna, tornando insuportável a convivência familiar. Logo, seu pai veio a falecer, em seguida, sua mãe e todos aqueles que ela chegou a amar algum dia.


Johanna vivia em reclusão, com medo de que sua maldição pudesse atingir mais vítimas, isso até que Michel Brum apareceu em sua vida. Michel é um homem sedutor, rico, misterioso e que parece ser imune à maldição de Johanna.

É com ele que a nossa protagonista volta a viver e ser feliz, porém, após um tempo de namoro, Michel demonstra comportamentos estranhos e possessivos. Johanna encara tudo como uma forma exagerada de amor, afinal, ele é a razão de sua felicidade; mas, de certa forma, suas atitudes a incomodam.

Descobrimos que Michel Brum consegue o que quer e interfere na vida de Johanna de maneira abusiva, demonstra sinais de agressividade e logo amansa, como um verdadeiro bipolar!

Em um ponto culminante, ela descobre a verdade por trás da máscara que Michel Brum carrega e é essa verdade que vai mudar toda a visão sobre a sua própria vida. Talvez ela não fosse tão amaldiçoada quanto pensava.

Hora da verdade.




Quando eu terminei esse livro eu fiquei exatamente assim: “MEU DEUS DO CÉU O QUE FOI ESSA MONTANHA-RUSSA QUE EU ACABEI DE LER?”. É aquele tipo de livro que você termina e continua em choque nas próximas horas, fica refletindo sobre toda a história.

Eu achei maravilhosa a troca de narrativa (não é todo livro que passa de primeira pessoa para terceira pessoa e fica bom), os períodos são bem marcantes exatamente por causa disso. Você tem uma passagem de tempo entre o atual e o passado. Conhecemos a história de Johanna conforme o livro é desenvolvido e é esse fator que instiga o leitor a continuar a leitura, você quer saber mais sobre o que aconteceu e também sobre o que está acontecendo. É uma loucura (o tipo bom de loucura!).

Eu simpatizei bastante com a Johanna. Uma mulher mais reservada e com medo de perder as pessoas que ama. Ela sofreu golpe atrás de golpe e podemos ver sua trajetória, como ela foi de uma adolescente popular a uma mulher antissocial. A evolução presente nesse livro é maravilhosa, você consegue entender a psicologia da protagonista conforme conhece o seu passado. (Sem falar que eu adorava as partes em que ela falava com o psicólogo imaginário).


Michel Brum é o tipo de cara que você ama e depois odeia, e depois tem vontade de matar na base da tortura! Quando o personagem tinha os seus surtos agressivos, eu tive vontade de entrar no livro e dar umas belas de umas palmadas nele! É outro personagem bem desenvolvido, sua conduta misteriosa faz com que você esteja sedento por descobrir mais sobre ele, de onde ele veio e o que ele pretende.

E o que dizer desse final?! Eu choquei, fiquei bege, rosa, azul, amarela! Só tenho uma coisa a dizer, eu não aguentaria esperar dois anos. Johanna é o tipo de mulher forte e admirável guardada dentro de uma casca com cara de poucos amigos.

Simplesmente amei! As descrições, a narrativa, os mistérios, as suspeitas. Eu ficava pensando em várias teorias conforme o livro passava.

Johanna é o tipo de mulher que deve ser aplaudida de pé e a Soraya também, afinal, foi ela quem escreveu esse livro mara!


Autora: Soraya Abuchaim
Editora: Ella
Número de páginas: 232

Patinhas:
 
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