A versão mais jovem de mim.

12.8.18



A versão mais jovem de mim não sabe o que passei para chegar até aqui. Não tem nem ideia das coisas que fiz e das que talvez eu me arrependa.

A versão mais jovem de mim é ingênua, frágil e inexperiente em diferentes graus de maturidade. É apenas um ser humano que cresce e aprende com os erros.

A versão mais jovem de mim gosta de coisas que eu já enjoei e odeia coisas que passei a gostar. Afinal, não é esse o joguinho doentio que a vida nos prepara?

A versão mais jovem de mim ainda não está quebrada, ou pelo menos, não tem consciência disso; e os remendos do futuro não a tornarão fraca como ao parecer, só a farão ser mais humana.

A versão mais jovem de mim veste roupas que estão fora de moda e usa gírias ultrapassadas, canta músicas que geram nostalgia e dança coreografias que eu já nem sou mais capaz de lembrar. E todas essas coisas fazem parte do que eu era, parte do que eu sou e ainda serei.

A versão mais jovem de mim, não faz a menor ideia de como é o amor, mas mal sabe ela que, no futuro, amará da forma mais verdadeira possível.

A versão mais jovem de mim nem imagina as alegrias que virão, as pessoas maravilhosas que conhecerá e os momentos que parecem ter saído de um romance clichê.

Eu e a versão mais jovem de mim compartilhamos a mesma história, caminhamos pelo mesmo caminho para que, talvez algum dia, nos encontremos na minha própria essência.



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